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30 January 2012 @ 10:39 pm
#Eu recomendo: Cabaret (1972)  


Sinopse: Berlim no início da década de 30. O nazismo fazia sua ascensão meteórica, mas a grande maioria das pessoas ainda não tinha noção do terrível poder que aquela força política se transformaria. Sally Bowles (Liza Minnelli), uma jovem americana que canta em um cabaré e sonha em ser tornar uma estrela, se apaixona por Brian Roberts (Michael York), que é bissexual. Ambos se envolvem com Maximillian von Heune (Helmut Griem), um rico e nobre alemão. Quando Sally fica grávida, Brian diz que quer casar e declara não se importar de quem seja o filho. Mas o futuro lhes reserva outro destino. (Fonte: CineMenu)


Essa sinopse entregou a estória praticamente toda, mas nem por isso o brilho do musical é diminuído. O musical inspirado no livro Adeus Berlim de Christopher Isherwood mostra um pouco da vida boêmia na Berlim da década de 30, tendo como pano de fundo a ascensão do nazismo.

Neste cenário, a cantora (aka prostituta) Sally Bowles sonha em se tornar uma estrela e acaba se apaixonando pelo escritor Brian Roberts. A questão toda no relacionamento entre Brian e Sally é o fato dele se indignar e se preocupar com a situação política na europa, enquanto que Sally permanece completamente ignorante da situação alarmante ao seu redor.

E claro, as músicas são absolutamente fantásticas, não preciso nem dizer. Todas elas não são mero detalhe no musical, mas tem relação estrita com o que acontece na estória.


(clique na imagem para ver o vídeo de "Mein Herr")


O interessante no filme, contudo, é a presença do Mestre de Cerimônias, personagem que, através das músicas cantadas por ele no Cabaret, aborda estes acontecimentos de forma sarcástica e ácida. Sem ele, Cabaret não teria metade de seu carisma:


(clique na imagem para ver o vídeo de Money)


E há algumas semanas atrás fui ver o musical no Teatro Procópio Ferreira, estrelando Claudia Raia no papel de Sally Bowles. Confesso que estava muito ansiosa para ver como seria a adaptação de um musical tão icônico. Não me decepcionei, óbvio.

Claro que Claudia Raia não é uma Liza Minnelli. Falta aquela coisa meio Broadway e diva na nossa versão, mas ainda assim ficou tudo muito impactante. A presença do MC (Mestre de Cerimônias) é ainda mais intensa do que no filme: mesmo nas cenas fora do Cabaret é possível vê-lo ao fundo da cena, agindo quase como um narrador onisciente.

E, assim como no filme, o MC roubou a cena lindamente. Fiquei receosa na sua nova representação, mas Jarbas Homem de Mello foi muito competente em transmitir o ar sarcástico do Mestre de Cerimônias, muito mais próximo do público (quase literalmente, por ser teatro) do que a própria Sally Bowles. 

Há algumas diferenças entre o filme e o musical no teatro, mas não quero me aprofundar nelas por desconhecer a versão teatral mais antiga, bem como o livro que deu origem à estória.

Contudo, preciso destacar na maneira como Sally foi interpretada nas duas adaptações: no filme de 1972 a Sally Bowles de Liza Minnelli parece ser uma garota muito jovem e absurdamente ingênua e ignorante de tudo ao seu redor; enquanto que a Sally Bowles de Claudia Raia (talvez pela atriz ser mais velha) traz um ar mais desgastado e mais malicioso, como alguém que tenta e tenta, mas só se dá mal na vida e não faz o menor esforço em enxergar a situação ao seu redor - fosse política ou pessoalmente. Mas gostei das duas interpretações, cada uma excelente ao seu modo. E fiquei MUITO impressionada com o fôlego da Claudia Raia - quero chegar na idade dela com um terço daquela energia.


(Clique na imagem para ver a versão brasileira de "Mein Herr")
ps: não sei o que aconteceu no youtube, mas não consigo mais colocar vídeos como antes. Então vai o link pro site assim mesmo.
 
 
Ainulindalë: mein herr - liza minnelli
 
 
( 1 hobbit — Say it, preciouss )
(Anonymous) on January 31st, 2012 12:49 am (UTC)
Ahhh quase não consigo comentar de tão empolgada rs, não vi a versão do filme (estou devendo) apenas os vídeos do youtube (que já me conquistaram)e o musical brasileiro me deixou muito impressionada, a produção como um todo, as músicas os atores (principalmente a Claudia e o Jarbas) deram o brilho a história e mostra, mais uma vez, que também sabemos fazer musicais. Bjsss Dani
( 1 hobbit — Say it, preciouss )