
Sinopse: Numa vila italiana abandonada, durante os últimos momentos da Segunda Guerra, quatro pessoas se encontram. O autor nos apresenta uma a uma. Vamos conhecendo suas feiçoes, suas origens e, sutilmente, o autor vai nos abrindo seus segredos, levando-nos através de suas memórias como através dos corredores de uma casa secreta. Cena após cena vamos reconstruindo o mosaico das quatro histórias, e acompanhando o encontro delas no cotidiano da Villa San Girolamo. (Fonte: Saraiva)
Até agora, o mês de abril foi o mais desafiador (para mim) neste desafio Literário, cujo tema era autores orientais, Não consegui fazer a leitura pretendida por não ter o livro (na época tava sem dinheiro para comprar) e o único ebook que encontrei estava em espanhol. Então "Não me abandone jamais" vai ficar para outro momento, embora esteja morrendo para ler essa história.
Fui dar uma olhada na lista de sugestões para o mês de abril e me deparei com "O paciente inglês" do autor cingalês Michael Ondaatje, Como era barato e fácil de achar em sebo, acabei escolhendo esse. E como não fazia a menor ideia de como era a história, por nunca ter visto o filme (tá na listinha de coisas a serem vistas), apenas somou mais um motivo.
E até agora não sei o que pensar do livro.
O começo foi difícil. Achei a narrativa arrastada e confusa e durante mais da metade do livro eu não consegui estabelecer um vínculo emocional com nenhum personagem. As coisas pareciam tão vagas e surreais que em vários momentos eu não sabia o que eu estava lendo, Prefiro acreditar que essa seja uma abordagem estilística do autor, uma forma de mostrar o clima sentido no finzinho de 2ª Guerra Mundial: muita incerteza e paranoia, as pessoas ainda em estado de choque permanente, tentando lidar com perdas (físicas e emocionais). E isso fica bem óbvio ao juntar quatro personagens tão díspares em um mesmo ambiente, totalmente alheio ao resto da Europa naquele final de guerra. Pessoas tentando de uma maneira ou de outra expurgar os seus próprios demônios. Aos poucos vamos conhecendo a enfermeira Hana, que assume como uma espécie de penitência a tarefa de cuidar do "paciente inglês", um homem praticamente carbonizado, que ninguém conhece, mas que aos poucos vai deixando escapar a sua história. O ladrão Caravaggio, viciado em morfina e que, à sua maneira, também foi traumatizado pela guerra. E por último o indiano Kip, um sapador (desarma bombas) treinado pelo exército inglês.
Em alguns momentos me lembrou "A Insustentável Leveza do Ser" pelo tom intimista, mas somado ao típico jeito inglês de deixar as coisas no ar, subentendidas. Mas como mencionei, eu não consegui ser empática com esses personagens e não sei explicar o motivo. Talvez não fosse o momento "certo" para esse leitura.
Mas há um momento na narrativa que preciso destacar e que está praticamente no final do livro: o descontrole de Kip ao saber das bombas em Hiroshima e Nagasaki. Foi um anti-clímax tão brutal porque, mesmo ao se falar da guerra e das suas implicações, a história toda ainda era muito romântica, é ter esse choque foi algo totalmente inesperado. Não se sabe exatamente o que aconteceu com os demais personagens, as coisas ficam todas mais vagas do que no começo da narrativa, mas fica aquele ar de incredulidade diante do questionamento de Kip: que os americanos lançaram as bombas em um país de pessoas que não eram brancas. Que eles não fariam isso com um país de pessoas brancas.
E toda aquele sentimento de irrealidade e indignação permanece, durante muito tempo, e acaba obscurecendo todo o resto.
Como disse, ainda não sei se gostei ou não desse livro. Vou esperar alguns anos, reler, e tentar aproveitar a leitura sem muitas pretensões.
Até agora, o mês de abril foi o mais desafiador (para mim) neste desafio Literário, cujo tema era autores orientais, Não consegui fazer a leitura pretendida por não ter o livro (na época tava sem dinheiro para comprar) e o único ebook que encontrei estava em espanhol. Então "Não me abandone jamais" vai ficar para outro momento, embora esteja morrendo para ler essa história.
Fui dar uma olhada na lista de sugestões para o mês de abril e me deparei com "O paciente inglês" do autor cingalês Michael Ondaatje, Como era barato e fácil de achar em sebo, acabei escolhendo esse. E como não fazia a menor ideia de como era a história, por nunca ter visto o filme (tá na listinha de coisas a serem vistas), apenas somou mais um motivo.
E até agora não sei o que pensar do livro.
O começo foi difícil. Achei a narrativa arrastada e confusa e durante mais da metade do livro eu não consegui estabelecer um vínculo emocional com nenhum personagem. As coisas pareciam tão vagas e surreais que em vários momentos eu não sabia o que eu estava lendo, Prefiro acreditar que essa seja uma abordagem estilística do autor, uma forma de mostrar o clima sentido no finzinho de 2ª Guerra Mundial: muita incerteza e paranoia, as pessoas ainda em estado de choque permanente, tentando lidar com perdas (físicas e emocionais). E isso fica bem óbvio ao juntar quatro personagens tão díspares em um mesmo ambiente, totalmente alheio ao resto da Europa naquele final de guerra. Pessoas tentando de uma maneira ou de outra expurgar os seus próprios demônios. Aos poucos vamos conhecendo a enfermeira Hana, que assume como uma espécie de penitência a tarefa de cuidar do "paciente inglês", um homem praticamente carbonizado, que ninguém conhece, mas que aos poucos vai deixando escapar a sua história. O ladrão Caravaggio, viciado em morfina e que, à sua maneira, também foi traumatizado pela guerra. E por último o indiano Kip, um sapador (desarma bombas) treinado pelo exército inglês.
Em alguns momentos me lembrou "A Insustentável Leveza do Ser" pelo tom intimista, mas somado ao típico jeito inglês de deixar as coisas no ar, subentendidas. Mas como mencionei, eu não consegui ser empática com esses personagens e não sei explicar o motivo. Talvez não fosse o momento "certo" para esse leitura.
Mas há um momento na narrativa que preciso destacar e que está praticamente no final do livro: o descontrole de Kip ao saber das bombas em Hiroshima e Nagasaki. Foi um anti-clímax tão brutal porque, mesmo ao se falar da guerra e das suas implicações, a história toda ainda era muito romântica, é ter esse choque foi algo totalmente inesperado. Não se sabe exatamente o que aconteceu com os demais personagens, as coisas ficam todas mais vagas do que no começo da narrativa, mas fica aquele ar de incredulidade diante do questionamento de Kip: que os americanos lançaram as bombas em um país de pessoas que não eram brancas. Que eles não fariam isso com um país de pessoas brancas.
E toda aquele sentimento de irrealidade e indignação permanece, durante muito tempo, e acaba obscurecendo todo o resto.
Como disse, ainda não sei se gostei ou não desse livro. Vou esperar alguns anos, reler, e tentar aproveitar a leitura sem muitas pretensões.
Say it, preciouss


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